Lugar dos sonhos: deixa-me amorar-te!

Aqui, onde os sonhos possuem as madrugadas e seguem em frente no arrepio do destino destes poemas de amor. Fica comigo, porque estou contigo poemando-te. Se por acaso eu não estiver, sabe que sempre estou e te estou. Sou uma vertigem no-em-ti.

Sábado, Junho 30, 2007

quente definitiva recorrente

quando a noite se enxerta docemente na tarde
com seus seios turgidamente anunciadores
quando os corpos se enchem daquele torpor
dos instantes indefinidos e férteis
quando as vírgulas nocturnas
em seu jeito ágil acalmam a rudeza
dos pontos finais
dos dias apressados
quando enfim basculo entre ti e mim
como um elástico
como um pêndulo
dédalo afectivo de ambos
deixo-me então esgueirar por entre
os lençóis da noite que preparas
sabendo como sempre sei e saberei
que és mais uma madrugada
quente definitiva recorrente

3 Comments:

  • At Terça-feira, Julho 03, 2007 4:51:00 PM, Anonymous Anónimo said…

    Olá, Feliz regresso poeta!
    Confesso que estava cheia de saudades dos teus deliciosos
    poemas.
    Sabes que admiro-te.

    Dórica

     
  • At Terça-feira, Julho 03, 2007 9:39:00 PM, Blogger Carlos Serra said…

    Obrigado, Dórica.

     
  • At Terça-feira, Julho 03, 2007 9:42:00 PM, Blogger Vertigem said…

    Poeta dos meus sonhos,

    No encontro do que foi tarde e do que chega como noite
    a docura de quem se enxerta no poente inventado...

    Meus seios irremediavelmente arrepiados,
    meu corpo repleto de terpor ansiado
    instantes indefinidos no futuro do que quero,
    virgulas noturnas afagadas no arrepio
    perdidas na agilidade de uma suave rudeza
    do que será o ponto final de mais um dia apressado.

    Nesse fundir repleto de ti e mim
    como polén e flor
    como mel e abelha
    espanto-me na sensação de um calor perdido
    entre linhos e lençois de estrelas feitas noite
    preparando a esteira dos nossos sonhos.

    Sabendo o que me ensinaste a sentir
    serei para sempre madrugada que se ama no cacimbo
    pelo que sei e pelo que quero, espero-te...
    Quente!
    Definitiva!
    Recorrente!

     

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Desenho ao longe o último alento da fogueira e deito docemente o rio no teu regaço